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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A Educação Proibida

Olá pessoal,




Estou fazendo uma pós graduação em Gestão Escolar (estou gostando muito) e agora em janeiro tivemos um encontro presencial. Em uma das aulas nos foi apresentado  o vídeo que posto logo em seguida. 


Com mais de 4 milhões de acesso no Youtube, o filme argentino La Educación Prohibida (Twitter: @edprohibida) está se tornando uma grande referência para todas aqueles não satisfeitos com o sistema educacional atual.
Dirigido por Germán Doin Campos, um jovem de apenas 24 anos, o filme é inspirado em contradições que ele mesmo foi observando e registrando durante seu recente processo educativo.
Para nós brasileiros, o filme é muito pertinente, não apenas por serem as realidades culturais e socioeconômicas argentinas muito parecidas às do Brasil, mas porque seu foco recai sobre uma realidade ocidental e latina da educação vigente.
Fonte: Blog Educação para o Século XXI - Estadão




Para mais informação sobre o filme:
Portal Porvir: Filme independente inspira novos modelos de educação.
El país: Una película para derribar la escuela. (em espanhol)
El pátio trasero (Radio de las Madres): Entrevista com Germán Doin Campos (em espanhol).


Espero que o vídeo seja uma oportunidade de discussão sobre o nosso papel frente a uma educação verdadeiramente de qualidade. 
Sugestão: Use-o  nos grupos de Coordenação Pedagógica.

Abraços,

Maristela


domingo, 6 de janeiro de 2013

Encontro Pedagógico - Início do Ano

Olá pessoal!!!


Quanta saudade daqui...de escrever e interagir com vocês!!! 

É muito bom estar de volta!

2012 foi um ano de muito trabalho. Se por um lado isto foi  bom... sinônimo de aprendizado.   Por outro tive que me afastar de algumas atividades que eram importantes para mim. Uma delas foi o blog.  Então foi isso, gente...

Mas agora é ano novo...2013 cheio de possibilidades para todos nós!

Mesmo afastada daqui continuava lendo e respondendo, dentro do possível, os comentários. E foram muitos... Muito obrigada pelo carinho de sempre. A maioria dos pedidos foram para que eu escrevesse sugestões para encontros pedagógicos e de formação de professores.

Hoje relato para vocês como foi o  primeiro Encontro Pedagógico da minha escola no ano passado. Espero que possa ajudar.

Pauta:
  1.    Boas vindas: Oração
©      Marca página  de lembrancinha. Leitura  da mensagem.




Fizemos este marca página que encontrei como sugestão do Blog Gente Miúda. Ficou muito lindinho...só deu um pouco de trabalho (para quem não tem habilidade essas coisas são mais difíceis mesmo!), mas valeu o resultado.

Atrás escrevi a seguinte frase: 

Tão importante quanto o que se ensina  e se aprende  é como se  ensina e como se  aprende.”
(César Coll)

Estamos juntos novamente.
Vamos continuar nossa caminhada!

2.  Café da manhã 
3. Tempestade cerebral: “Quais características vocês julgam importantes para o professor de educação infantil?”
©     Todas as opiniões foram anotadas em um quadro para mais tarde serem usadas.

4.  Dinâmica - Abaixo descrevo a dinâmica.
5.  Assistimos a um vídeo de  Rubem Alves que enfoca o real papel do professor. Vale a pena conferir!


6.  Em seguida discutimos como o trabalho poderia ser realizado  durante o ano, sabendo das especificidades do ensino na educação infantil. Segue algumas palavras que foram lembradas durante a conversa:
©      Ensino lúdico,
©      Prazer em ensinar
©      Fazer com entusiasmo
©      Partir de vivências e registro das crianças
©      Conhecimento a partir de atividades práticas: (experimentos, receitas, dramatizações, música, dança, histórias, desenhos, movimento, jogos)
©      Trabalho que envolva a curiosidade  e a imaginação,
©       Saber que as crianças são capazes de criar,
©      Trabalho coletivo,
©     Levar em consideração as especificidades de cada turma
©      Valorizar as produções orais e escrita
7.   Após esta discussão voltei na tempestade Cerebral e vimos que muito do que relatamos já estava descrito na tempestade. Assim, fizemos um combinado para o ano de 2012, para que trabalhássemos de acordo com estas  ações. 


Dinâmica:
Objetivo: Lembrar os professores que até mesmo eles aprendem brincando. E que as crianças vão aprender muito mais.

  •  Solicitar que fiquem em círculo, para facilitar o entrosamento do grupo; 
  • Em roda, orientar que iremos relembrar os tempos e nos aproximar das brincadeiras de infância. 
  • O grupo já disposto, irá iniciar a contagem de 1 até 10 e de 10 até 1 e assim sucessivamente; 
  •  Nas próximas rodadas iremos trocar os números por códigos: 
         1,2, quá-quá, 4, palmas, 6, bum,8,9,10,9,8, bum, 6, palmas, 4, quá-quá, 2, 1 e retorna a seqüência. 


  • Assim quando o grupo apresentar uma rodada com poucos erros poderá ser encerrada a atividade,mas as reflexões se iniciam. 
Reflexão: 

A educação vem obedecendo a um padrão, que está em prática já há algum tempo.

Mudar os hábitos é uma tarefa difícil e que exige de todos nós uma parcela de contribuição, podemos observar na tarefa que acabamos de realizar que é necessário: Persistência-Paciência-vontade de acertar e fazer melhor.
Devemos ressaltar que a mudança não é imediata, por isso a importância de conhecer e reconhecer tal feito.

(Retirei esta dinâmica de um blog, mas não me lembro qual foi. Se o autor se identificar, coloco os créditos).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mensagens e dinâmicas para encontros pedagógicos - Parte 2

Olá pessoal,
Ando muito sumida, não é mesmo. É muito trabalho minha gente! Todo início de ano é sempre assim, até entrar  no ritmo.

No encontro com as professoras este ano usei algumas mensagens que recebi do grupo professores solidários. Fiz algumas alterações e acho que ficou bem bacana.
  • Primeiro dia recebemos os professores com a mensagem Estimulante Pedagógico:





Usei  pacotinhos de jujuba e de amendoim com cobertura de chocolate (como se fossem remédios).
A bula ficou atrás do pacote.

  • Logo depois fizemos uma dinâmica com balões: 
Em dupla, cada um deve trocar de  balão  com o outro sem deixar cair no chão. Se o balão cair a dupla sai e os balões são distribuidos com as demais duplas. Até que fique uma única dupla e todos os balões para adminstrar.
Conclusão: O trabalho será muito mais eficaz se cada um fizer a sua parte. Deixar que cada um comente a vivência.

No Segundo dia recebemos os professores com um café da manhã e em cima da mesa de café havia uma oração ( Educar em oração - Gabriel Chalita) para cada profissional:
Depois da oração cada um foi convidado a acolher o colega de trabalho com um abraço desejando um ótimo ano letivo.

Espero que tenham gostado das sugestões.
Abraços,
Maristela

sábado, 22 de janeiro de 2011

Olá pessoal,
Gostaria de partilhar com vc a postagem que fiz na Rede Educação em Foco.
Espero que gostem...



Hoje vamos conversar sobre o tipo de relação que nós, enquanto escola, gostaríamos de ter com as famílias de nossos alunos.

Este sempre foi um assunto muito tratado nas escolas em que trabalhei.
Passamos  muito tempo reclamando que a família não participa da vida escolar das crianças, não ajuda nas tarefas, não vão nas reuniões quando convocados, entre outras queixas. Até compreender que precisávamos  fazer alguma coisa para reverter este quadro. Afinal, a escola têm a obrigação de articular com a família, como está previsto no ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente e também na  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira.

Assim algumas ações foram realizadas durante o ano para envolver todos da família:
  • Reunião no inicio do ano com a equipe diretiva para apresentar o corpo docente e demais funcionários;
  • No ato da matrícula é feito um cadastro da família, para melhor conhecimento da realidade em que o aluno está inserido. Entre outras coisas é perguntado: nome dos pais , local de trabalho, escolaridade, quantos membros na família, com quem a criança vive, quem toma conta, se a criança é alergica ou toma algum medicamento.
  • Reunião com as professoras da turma para expor o trabalho a ser desenvolvido durante o ano, método de alfabetização, explicação de como a família pode auxiliar nos deveres de casa, entre outros assuntos.
  • Convite para as famílias participarem do Conselho Escolar.
  • Comunicado mensal passando toda a agenda da escola durante aquele período, aniversariantes, eventos e outros.
  • Quando necessário visitas domiciliares.
  • Palestras com temas de interesse da família: pesquisa realizada durante a primeira reunião.
  • Festas e comemorações com a paricipação de toda comunidade escolar.
  • Festa de pais e filhos.


E a sua escola, como tem buscado interagir com as famílias? Conte para gente um pouquinho. Aguardo seu comentário.




Quer saber mais sobre este assunto?


Um grande abraço,

Maristela

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Como interpretar os desenhos das crianças

  O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação da criança e seu mundo exterior. Segundo os psicólogos da Unidade de Desenvolvimento Psicológico e Educativo de San Salvador, por ética, só uma pessoa especializada, como alguns psicólogos, pode interpretar os desenhos, seguindo protocolos estabelecidos para esse fim.

O especialista deve levar em conta a condição biográfica e familiar da pessoa que desenhou, bem como sua história pessoal, que servirá como marco de referência de quem está fazendo o desenho. Além disso, é necessário levar em conta que um desenho é importante, mas não define tudo. É uma expressão de sentimentos e de desejos que podem ajudar a saber, por exemplo, como se sente a criança a respeito da sua família, sua escola, etc. Através dos desenhos das crianças, pode-se observar detalhes que para uma pessoa adulta pode passar despercebido. O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação entre a criança e seu mundo exterior. A primeira porta que a criança abre o seu interior.

Formas de interpretação do desenho infantil

Existem algumas pistas que podem orientar os pais sobre o que diz o desenho do seu filho. No entanto, são puramente orientações. Segundo a especialista canadense, Nicole Bédard, o desenho diz muitas coisas. Exemplos:

Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.

Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.

Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.

A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstra falta de vontade ou fadiga física.

As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.

Esses tipos de interpretação, são apenas uma pincelada dentro do grande mundo que é o desenho infantil. Não devemos generalizá-los. Cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil. Se alguma coisa te preocupa no seu filho, e se for necessário, busque um especialista.

por Pablo Zevallos
Guia Infantil.com

sábado, 21 de agosto de 2010

Web 2.0

Manual de ferramentas da Web 2.0 para professores

O livro “Manual de ferramentas da Web 2.0 para professores” foi lançado no Encontro sobre Web 2.0, em  2008, na Universidade do Minho, mais acredito  que o assunto ainda seja bem oportuno e atual.

Este manual contém informações muito práticas sobre a utilização das ferramentas tratadas nos diversos wokshops a que os participantes tiveram acesso durante o evento.

Em cada capitulo desta publicação você encontra  a contextualização de cada ferramenta, explicando como criar um espaço online e abordando a sua utilização nas práticas educativas.
Para obter essa publicação, clique aqui.

Abraços,
Maristela

Boa leitura!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Gerenciamento da sala de aula - parte 4

 11 Passos Que Ajudarão na Organização da Sala de Aula:
por Roseli Brito, Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach

 
01. Crie, por escrito, os objetivos e expectativas que você tem para a turma, 

02. Seja consistente em tudo que disser ou fizer,

03. Seja paciente com você mesma e principalmente com os alunos, 

04. Transforme os Pais em seus aliados. Comunique mais com eles,

05. Evite falar demais e se alongar nas explicações,

06. Organize o tempo da aula em três blocos diferentes de atividades,

07. Comece e termine a aula dentro do tempo estabelecido,


08. Tenha atividades planejadas para manter TODOS os alunos trabalhando,

09. Discipline e corrija individualmente, jamais faça isso em público,

10. Mantenha sempre a perspectiva e o bom humor para cada situação,

11. Saiba quando pedir ajuda.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Um lápis para rabiscar

Por Raquel Momm
Sete anos de idade. Meus pais compraram uma enciclopédia Barsa. O resumo do saber do mundo cuidadosamente compilado em dezesseis luxuosos volumes. Sempre manuseado com cuidado, o material foi de utilidade incrível durante toda a minha formação básica. 

Sete anos de idade. Minha filha ganhou um notebook. Através da internet, ela tem acesso à maior parte dos conteúdos de pesquisa solicitados pelos seus professores. 

No intervalo de tempo entre o início da nossa vida escolar e o de nossos filhos, aconteceram muitas mudanças. Muitas coisas tornaram-se mais acessíveis, mais fáceis. Outras nem tanto. 

Difícil mesmo tornou-se identificar o que vale a pena investir para assegurar um bom desempenho na vida escolar de seus filhos. 

Eu diria a você: escolha uma boa escola. E também invista num espelho grande, em diferentes folhas de papel, e num lápis bem macio para rabiscar... 

Não é uma visão simplista. Ao contrário, estrutural. 

Toda estrutura de pensamento que seu filho desenvolver irá necessariamente passar pela visão que ele tem dele próprio. Da imagem que tem de seu próprio corpo. 

Difícil é imaginar como a criança constrói uma imagem sobre seu próprio corpo quando não tem um espelho para se ver de corpo inteiro. 

Quase irônico é pensar em milhares de famílias, insistindo que seus filhos aprendam a escovar direitinhos os dentes e o cabelo, quando sequer na pontinha dos pés os pequenos conseguem ver seu rostinho no espelho.

 Ou escolas de educação infantil, onde não existe um espelho para o pequeno ver-se, de corpo inteiro.

A imagem do próprio corpo será internalizada pela criança, pouco a pouco, com a ajuda de um adulto competente. Nomeando cada parte do corpo com ele – em frente ao espelho. Mostrando, repetindo. E depois reproduzindo.

É numa folha de papel, e com um lápis para rabiscar que seu filho irá aos poucos estruturar o desenho do que ele entende dele próprio. Incentive seu filho a registrar no papel o que ele viu no espelho.

Vale comemorar o primeiro cabeção... Com olhos imensos, que ele registra no papel. Guarde para sempre aqueles desenhos incríveis, dos braços e pernas, diretamente ligados à cabeça...

Parabenize. Cole na geladeira. E volte ao espelho. Diga com carinho: você já fez seus olhinhos e boca, agora vamos desenhar o nariz.

Cada vez que ele conseguir sozinho, lembrar-se de mais uma parte de seu corpo no desenho, elogie. E apresente uma nova parte do corpo: as orelhas, o cabelo.

De todo o processo, parece que o mais difícil é representar o corpo, sem fazer as pernas e braços diretamente ligados à cabeça. Por isso, a importância do espelho. Com tranquilidade, faça-o perceber toda a estrutura de seu corpinho. Em breve, uma barriga enorme - com o umbigo bem demarcado ir - irá fazer parte do seu gracioso desenho.

É um tempo de crescimento. Mais que um desenho qualquer, a representação do próprio corpo, indica, o grau de amadurecimento de uma criança. É através de seu próprio corpo que a criança irá relacionar-se com o mundo que a cerca.

O corpo é o ponto de referência para desenvolvimento da lateralidade e das noções espaciais. É através do próprio corpo que a criança vai aprender a distinguir a direita da esquerda. A partir daí, escrever da esquerda para a direita é possível. Compreender o que é em cima e embaixo também.

Você já se deu conta que muitas letras são apenas uma bolinha com um risquinho? Pense na semelhança do b, d, p, q. São as noções de esquerda e direita, e em cima e embaixo, que irão permitir à criança diferenciar cada uma delas. E é a imagem do próprio corpo que irá permitir criar essas estruturas.

Mas acho que esse é um papo técnico que não interessa a você.

Quer investir em seu filho? Escolha uma boa escola. Mas compre também um espelho grande, muitas folhas de papel, e um lápis macio para ele rabiscar..

Publicado em: http://www.algosobre.com.br/educacao/um-lapis-para-rabiscar.html

terça-feira, 18 de maio de 2010

Promovendo a criatividade em sala de aula


O ato de criar sempre fez parte da vida diária do ser humano. Gastamos a maior parte do nosso tempo resolvendo situações corriqueiras que nos remete um tanto de criatividade para solucioná-las.

Temos que lidar com o ato de criar, também, em nosso trabalho, na sociedade, com as inovações culturais e tecnológicas, com os amigos e familiares, quando a todo o momento nos deparamos com situações novas, que requerem atitudes rápidas e com soluções de sucesso.

Segundo Vygotsky (1987, apud Delou), Todos nós somos seres criativos, portadores de energia criativa que é distribuída de forma diferenciada. Dessa forma podemos concluir que cada um de nós é capaz de criar algo novo, inesperado, inventar, construir, pensar e agir de forma diferente e desafiadora. Somos capazes de produzir coisas e conhecimentos antes nem pensado.

Uma pessoa criativa, possui flexibilidade de idéias, pensamento original, fantasia e imaginação, abertura a novas experiências, alta motivação e curiosidade, senso de humor, confiança em si mesmo.

Todo ser humano é dotado de capacidade de criar. È necessário exercitar a mente para criar com inovação.

O interesse pela criatividade é algo mais recente, onde inúmeros aspectos relacionados a ele passaram a ser pesquisados, como exemplo as características cognitivas, motivacionais e de personalidade dos indivíduos altamente criativos.

Inteligência e Criatividade nessa perspectiva, não são conceitos independentes. “... ambos englobam maneiras de se considerar certas formas de lidar com o mundo, apresentando-se como dimensões de uma só característica humana, a característica de pensar.” (Guenther – 2000)
O desenvolvimento do potencial criativo do aluno deve ser mediado por meio  do uso de diversas estratégias promotoras de criatividade em sala de aula. Segue algumas, segundo Mônica Neves-Pereira:
  • Promover um ambiente rico em estimulação  de todo tipo;
  • Construir, coletivamente, um clima de respeito as diferenças e aceitação do novo;
  • Adotar posturas de valorização e aproveitamento dos erros cometidos ao longo  do processo de aprendizagem;
  • Construir metodologias de ensino inovadoras, intrigantes e originais;
  • Ofertar  situações de ensino aprendizagem diferenciadas, divertidas e com grau gradativo de dificuldade;
  • Incentivar o uso da imaginação e da fantasia;
  • Prover  diversas  situações , experiências, exercícios, desafios e práticas escolares onde  as crianças  possam exercitar competências do pensamento criativo;
  • Planejar cada dia de atividade escolar aos alunos, enfatizando a cooperação e o trabalho coletivo;
  • estimular a leitura, a reflexão, a elaboração de idéias, a produção de idéias e a solução de problemas;
  • Adotar bibliografias sobre criatividade como referência para a construção das práticas pedagógicas.
Abaixo segue alguns encartes da Coleção "A construção de Práticas Educacionais para Alunos com Altas Habilidades/Superdotação", volume 2: Atividades de Estimulação de Alunos/MEC-2007.






segunda-feira, 19 de abril de 2010

É bom saber...

Habilidade de Leitura Que o Aluno Necessita Para Desenvolvimento da Aprendizagem

  1. Distinguir números de letras.
  2. Reconhecer o alfabeto.
  3. Discriminar vogais e consoantes.
  4. Reconhecer grafema-fonema.
  5. Reconhecer silabas simples e complexas.
  6. Decodificar e compreender palavras
  7. Decodificar e compreender sentenças.
  8. Decodificar e compreender textos.
  9. Analisar  textos criticamente.

Habilidade de Escrita Que o Aluno Necessita Para Desenvolvimento da Aprendizagem

  1. Traçar corretamente as letras do alfabeto.
  2. Escrever sílabas simples e complexas.
  3. Construir sentenças simples e complexas.
  4. Elaborar textos simples e complexos.
  5. Estruturar corretamente um texto: pontuação, paragrafação, organização satisfatória do texto dentro da língua culta padrão.


Habilidade de Psicomotricidade Que o Aluno Necessita Para Desenvolvimento da Aprendizagem
  1. Noções de conceitos básicos: grande/pequeno, fino/grosso, leve/pesado, tudo/nada, vazio/cheio...
  2. Habilidades não-verbais: -Percepções:  verbal, auditiva, tátil, olfativa e gustativa
  3. Esquema corporal.
  4. Lateralidade.
  5. Orientação espaço e tempo: frente/trás,  de um lado/ de outro, sequências lógicas...
  6. Coordenação Visiomotora: transcrição, figura fundo, acerto ao alvo ...
  7. Coordenação motora fina: precisão, traçado...
  8. Coordenação Óculo Pedal: coordenção pé/objeto, condução com o pé.
  9. Ritmo.
  10. Equilíbrio.

 

domingo, 11 de abril de 2010

Gerenciamento da Sala de Aula - Parte 3

Seja Específica



 Uma  forma que os professores podem reduzir a confusão do aluno em sala de aula  está em “ ser específico “ com as orientações que der. Por exemplo, há uma grande diferença entre estas duas orientações:

 - Darei alguns minutos para que vocês respondam estas questões
e
- Darei 3 minutos para que escrevam as respostas das questões 1 até a 5.

Você vê a diferença ? Reparou que estipulei um tempo preciso como limite para a conclusão da tarefa? Isto é muito importante. Por isso, sempre que você solicitar uma tarefa aos alunos, estabeleça o tempo exato que a mesma deve ser finalizada. Fazendo assim, além de gerenciar melhor a sala, você já está ensinando gerenciamento de tempo a todos eles.

Agora, claro, o próximo passo é fazer a checagem do entendimento das instruções que os alunos receberam. Assim, peça para que um diga, quanto tempo foi dado para responder as questões, peça a outro que repita quais questões foram solicitadas.

Se a tarefa será realizada em grupo, defina a quantidade de participantes por grupo e o sistema de seleção de cada participante. Uma maneira é distribuir fichas coloridas e todos que tiverem a mesma cor de ficha formarão um grupo. Desta forma controla quem estará no grupo de quem e evita os habituais tumultos quando esta questão é deixada para que os alunos resolvam.
 
Roseli Brito
Pedagoga, Psicopedagoga, Neuroeducadora e Coach

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gerenciamento da sala de aula - Parte 2

Previna a confusão



Vamos encarar a realidade: os alunos (e também os adultos) ficam frustrados quando não compreendem, ou não sabem o que vem a seguir. Assim, tanto para os alunos, como para os adultos, esta frustração acaba desembocando em problemas de disciplina.

Assim, é de suma importância que os professores saibam antecipar e evitar qualquer possibilidade de confusão “ antes” que os problemas apareçam. Lembre-se, o gerenciamento efetivo da sala de aula requer um professor que seja proativo.

Uma maneira de evitar a confusão do aluno é ser consistente. Sua aula, jamais deverá ser uma surpresa para os alunos. Por exemplo, tenha sempre definido a sequência, ou ordem da sua aula especificado logo no início para os alunos. O roteiro do que acontecerá na aula não deve ser um mistério para os seus alunos.

Você pode fazer isso, colocando no canto superior direito do quadro negro a seqüência de atividades que ocorrerão naquela aula, bem como o tempo para cada uma delas.

Informe também qual é o objetivo daquela lição, o que você espera que eles aprendam. Você não acha que seria uma boa idéia seus alunos também saber o que se espera deles ?

Uma outra estratégia de aprendizado muito simples que reduz consideravelmente a confusão dos alunos é checar o entendimento deles ao longo da aula. Simplesmente pergunte a um ou dois alunos (escolha aleatoriamente) para repetir o entendimento do que você acabou de ensinar. Você pode usar esta estratégia quer seja na hora da explicação de algo novo, nas orientações para um trabalho em grupo, ou até mesmo no estabelecimento dos combinados da sala.

Fazendo isso várias vezes ao longo da aula você constatará cada vez menos confusão dos alunos e por conseguinte menos problemas de gerenciamento da sala.

As dicas  de hoje parecem ser simplistas, entretanto, muitas vezes são as estratégias mais simples que resultam em maior sucesso.

Ensinar não tem que ser uma experiência penosa, desde que você conheça as estratégias mais eficientes para usar.

Roseli Brito
Pedagoga, Psicopedagoga, Neuroeducadora e Coach

segunda-feira, 22 de março de 2010

Genêros textuais e outras coisinhas


Daí que amanhã minha gatinha faz 5 meses...pode uma coisa dessas? O tempo passa muito rápido. Agora ela já está experimentando outros sabores além do leite da mamãe. Comecei com as papinhas doces e o suquinho, enfim estamos nos preparando para a volta ao trabalho.  Cada dia que passa ela está mais fofinha e esperta. coloquei uma fotinha dela comendo papinha de mamão. Vê se eu não tenho razão?




Mudando de assunto...

Ano passado, trabalhando com meus professores sobre diversidade de textos, acabamos por fazer uma separação  por série sobre os diversos gêneros. Afinal sempre acontecia de ficar repetitivo os assuntos, e o que o aluno precisava mesmo saber às vezes nem era trabalhado em série alguma.
O trabalho ficou muito bom, pois todos participaram. Ai outro dia separando alguns textos para serem trabalhados nos encontros pedagógicos deste ano, encontrei uma abordagem muito interessante sobre os gêneros textuais. Nela tb encontrei duas opções de currículo para trabalhar com eles na prática. Achei ótimo, pois além de serem  searados por séries tb são separados por semestre ou bimestre, por atividades permanentes e projetos didáticos. Fica a dica, o texto encontra-se na Revista Nova Escola de Agosto de  2009.

Deixo o link abaixo pra vcs conferirem.



P.s.. O post anterior foi tão longo que não sei se vcs tiveram a paciência de ver as sugestões de cartão p páscoa. Dá uma olhadinha...
Bjs e até













quarta-feira, 10 de março de 2010

Gerenciamento da Sala de Aula

 Como aumentar a motivação dos alunos


O que NÃO é gerenciamento da sala de aula.

O Gerenciamento de Sala NÃO se trata de criar nenhum sistema de punição e recompensa. Ao invés disso, o efetivo gerenciamento da sala de aula é resguardar que todos os alunos estejam ativamente envolvidos nas tarefas. Deste modo o professor previne as questões que desestabilizam a gerenciamento da sala antes que elas ocorram....o professor torna-se proativo e deixa de ser reativo.

 
Entretanto, é difícil manter os alunos ativamente envolvidos se eles estão entediados ou desinteressados na aula. É por isso que o tédio dos alunos é um dos maiores fatores que contribuem para que questões que desestabilizam a sala de aula apareçam com freqüência.


É tarefa do professor é acender o interesse e aumentar a motivação para aprender. Como?

O melhor modo de fazer isso é criar uma conexão entre o que os alunos estão aprendendo e o que está acontecendo na vida deles.... em outras palavras, encontrar o ponto de convergência com o que é significativo para ELES.

Em História, Artes, Língua Portuguesa e Ciências é relativamente fácil fazer isso. Ao trabalhar, por exemplo, a mensagem dos `Hyppies” nos anos 70, sua roupas, seu gosto musical, peça aos alunos que façam uma lista do que hoje é considerado `rebelde`, após esta lista motive-os a compararem os modelos de expressão dos jovens nos anos 70 com os modelos que a juventude de hoje se utiliza.

A questão primordial é, se você conseguir que os alunos `queiram`aprender então tudo o mais torna-se muito fácil. Afinal quem tem o poder de criar um ambiente facilitador para o aprendizado é você.

Outro modo que os Professores podem aumentar a motivação para o aprendizado é utilizar perguntas que instiguem a reflexão e a crítica. Em ciências, por exemplo, ao levantar a questão da “ Gripe Suína “ que depois passou a ser chamada de gripe H1N1, instigar os alunos a refletirem o que a economia, os frigoríficos de carne suína tiveram a ver com isso.

Levantar dúvidas, instigar a reflexão, estimular o pensamento crítico acaba elevando a temperatura da discussão e faz com que os alunos se envolvam e queiram saber mais, e ao agir assim extrapolam o que está nos livros didáticos e partem para a vida real, o mundo em que vivem e passam a se apropriarem de conhecimentos que os afetam diretamente enquanto cidadãos.

Um terceiro modo de aumentar a motivação para aprender é a utilização de video. Ok, talvez pareça óbvio demais, porém muitos professores mostram o video no momento errado da lição….e sempre deixam o vídeo por último.

O video não deve ser deixado para o final, ou para o fechamento daquela lição. Ao invés de videos longos, utilize curtas, ou video clips no começo das lições para provocar os alunos e atiçar a curiosidade.

 Aqui vai uma dica: você sabia que existe um site www.curtanaescola.com.br que oferece uma infinidade de curtas que podem ser assistidos no computador da escola, e podem ser usados em várias disciplinas ?

 Então, vamos recapitular. As questões de gerenciamento da sala de aula estão diretamente ligadas ao tédio do aluno. Assim, o professor precisa aumentar a motivação dos alunos para aprender. Os professores podem lançar mão de três estratégias:


1. Criar conexões entre o conteúdo e os interesses dos alunos

2. Usar o pensamento crítico e a reflexão para gerar discussões

3. Usar o vídeo no início das lições para cativar o interesse e a curiosidade


Encorajo você para que comece a aplicar estas estratégias na sala de aula.

 
Roseli Brito

Pedagoga, Psicopedagoga, Neuroeducadora e Coach
 
Recebi este texto de uma grande amiga/irmã Mirian. Gostei muito e resolvi compartilhar com vcs. Espero que tenham gostado. Serve como sugestão para encontros pedagógicos. Bjs!!