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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Conselho de Classe - Parte 2

Olá  pessoal! Ainda tem alguém ai?

Apesar do meu sumiço fico tão feliz de ver que o blog ainda recebe muitas visitas e que está sendo útil para muita gente. Gostaria de agradecer as visitas, os comentários e sugestões.

Já que o último post foi sobre conselho de classe que tal continuarmos com o assunto...tsss

No  segundo bimestre  dividimos o conselho de classe em três momentos:
  1. Reflexão sobre o tema inclusão, já que este ano recebemos um grande número de crianças especiais:
  • Assistimos primeiramente a um video  que conta um pouquinho da vida de Tony Melendez. Logo depois conversamos sobre acreditar nas potencialidades de nossos alunos especiais.
  • Depois discutimos um pouquinho sobre adaptação curricular para atendimento a estas crianças. Para isso usamos a história Quando a escola é de vidro de Ruth Rocha. Já postei aqui no blog sobre a história. É só clicar aqui
2- Construção do PDI - Plano de Desenvolvimento Individual  das crianças especiais da nossa escola. ( Vou fazer um post contando melhor sobre a construção do PDI. Aguardem.)

3 - Por último fizemos o conselho de classe nos moldes do relato do post anterior.

Para receber os professores fiz este cartãozinho que compartilho com vcs.  Peguei a sugestão do texto no blog da minha querida amiga Lisa (Pilar da Educação). Vale a pena fazer uma visita, o blog dela é bem bacana.
Um grande abraço p vcs...
E até o próximo post.
Maristela

domingo, 3 de abril de 2011

Educação Especial: Autismo

Olá pessoal,


Sempre fui  muito ligada  a assuntos referentes a Educação Especial. Gosto muito de estudar esta área, tanto que sou especialista em superdotação.Tb trabalhei algum tempo com cegos e com pessoas com baixa visão. Mas nunca estive tão interessada, como agora, sobre a educação de crianças autistas.

Este ano, pela primeira vez, recebemos na nossa escola uma criança  autista (4 anos).  E desde então é uma mistura de sentimentos que não sei explicar. Medo de não estar fazendo a coisa certa, amor, angustia de não ter disponibilidade de profissionais na rede ensino com conhecimento de prática no assunto, e ai vai... Mais ao mesmo tempo a escola se abriu para novos experiências de aprendizagens.

Assim disponibilizo pra vcs dois   sites  bem legais. O primeiro é  da Revista Autismo e o segundo de  uma cartilha para pais e profissionais: Ele é autista...o que faço. E tb um blog com o  PECS - Sistema de Comunicação por Figuras (Picture Exchange Communication System) -  Os PECS são muito importantes na vida de um autista. Quer para autistas verbais como não verbais, são uma forma de comunicação excelente!

Estamos aprendendo... aprendendo a fazer diferente. Errando, acertando... estamos tentando fazer o melhor.

Se vc tem alguma experiência neste assunto ficaria muito feliz com seu relato.

E não poderia deixar de comentar que ontem foi o dia Mundial de Concientização do Autismo.



Um grande abraço,
Maristela

terça-feira, 18 de maio de 2010

Promovendo a criatividade em sala de aula


O ato de criar sempre fez parte da vida diária do ser humano. Gastamos a maior parte do nosso tempo resolvendo situações corriqueiras que nos remete um tanto de criatividade para solucioná-las.

Temos que lidar com o ato de criar, também, em nosso trabalho, na sociedade, com as inovações culturais e tecnológicas, com os amigos e familiares, quando a todo o momento nos deparamos com situações novas, que requerem atitudes rápidas e com soluções de sucesso.

Segundo Vygotsky (1987, apud Delou), Todos nós somos seres criativos, portadores de energia criativa que é distribuída de forma diferenciada. Dessa forma podemos concluir que cada um de nós é capaz de criar algo novo, inesperado, inventar, construir, pensar e agir de forma diferente e desafiadora. Somos capazes de produzir coisas e conhecimentos antes nem pensado.

Uma pessoa criativa, possui flexibilidade de idéias, pensamento original, fantasia e imaginação, abertura a novas experiências, alta motivação e curiosidade, senso de humor, confiança em si mesmo.

Todo ser humano é dotado de capacidade de criar. È necessário exercitar a mente para criar com inovação.

O interesse pela criatividade é algo mais recente, onde inúmeros aspectos relacionados a ele passaram a ser pesquisados, como exemplo as características cognitivas, motivacionais e de personalidade dos indivíduos altamente criativos.

Inteligência e Criatividade nessa perspectiva, não são conceitos independentes. “... ambos englobam maneiras de se considerar certas formas de lidar com o mundo, apresentando-se como dimensões de uma só característica humana, a característica de pensar.” (Guenther – 2000)
O desenvolvimento do potencial criativo do aluno deve ser mediado por meio  do uso de diversas estratégias promotoras de criatividade em sala de aula. Segue algumas, segundo Mônica Neves-Pereira:
  • Promover um ambiente rico em estimulação  de todo tipo;
  • Construir, coletivamente, um clima de respeito as diferenças e aceitação do novo;
  • Adotar posturas de valorização e aproveitamento dos erros cometidos ao longo  do processo de aprendizagem;
  • Construir metodologias de ensino inovadoras, intrigantes e originais;
  • Ofertar  situações de ensino aprendizagem diferenciadas, divertidas e com grau gradativo de dificuldade;
  • Incentivar o uso da imaginação e da fantasia;
  • Prover  diversas  situações , experiências, exercícios, desafios e práticas escolares onde  as crianças  possam exercitar competências do pensamento criativo;
  • Planejar cada dia de atividade escolar aos alunos, enfatizando a cooperação e o trabalho coletivo;
  • estimular a leitura, a reflexão, a elaboração de idéias, a produção de idéias e a solução de problemas;
  • Adotar bibliografias sobre criatividade como referência para a construção das práticas pedagógicas.
Abaixo segue alguns encartes da Coleção "A construção de Práticas Educacionais para Alunos com Altas Habilidades/Superdotação", volume 2: Atividades de Estimulação de Alunos/MEC-2007.






quinta-feira, 11 de março de 2010

Inclusão: Altas Habilidades - Parte 2

 
Os superdotados estão inseridos nas classes comuns. Muitas vezes, passam despercebidos. Há alunos que, inclusive, embora superdotados, têm rendimento escolar inferior, pois, freqüentemente, manifestam falta de interesse e de motivação para os estudos acadêmicos e para a rotina escolar, ou ainda, por não se ajustarem aos colegas de classe, o que pode desencadear problemas de aprendizagem e de adaptação escolar.
  
Na Escola, se o ensino fosse voltado às reais necessidades do grupo, à criatividade, a situação do superdotado seria menos preocupante. Ele estaria produzindo, não apenas reproduzindo e se entediando em sala de aula. Estaria entre seus colegas, superdotados ou não, sendo respeitado em seu estilo de pensar e aprender, recebendo atendimento de enriquecimento nas áreas que desejasse. 

 Freeman e Guenther (2000), acreditam que o primeiro problema que a criança bem-dotada enfrenta, em sala de aula, é o tempo de espera. Segundo as autoras, ela perde muito tempo, pois, de um modo geral, aprende mais rápido e, desta forma, resolve as situações escolares mais depressa que os colegas, e, como resultado, está sempre esperando que os outros terminem o que já fez.  

Para preencher esse espaço vazio, algumas crianças voltam-se para si mesmas, alienando-se voluntariamente do que está acontecendo em sala de aula, distraindo-se, deixando passar o tempo. Esse tipo de comportamento pode criar um desinteresse por parte do aluno com relação ao trabalho escolar, e acabar baixando sua produção ao mínimo necessário.

Não é raro que a criança superdotada seja até hostilizada, direta ou indiretamente, por alguns professores, quando estes constatam que ela já sabe a matéria a ser ensinada ou até quando domina, em poucos dias, coisas que seus colegas de sala de aula levam semanas ou meses. Como conseqüência, ele se acomoda e produz menos do que é capaz, simplesmente porque está desestimulado. Dessa maneira a criança superdotada acaba precisando de um trabalho educacional fora dos limites da sala de aula, em interação direta com outras crianças bem-dotadas.

“ Uma das condições mais importantes, dentre as várias a serem asseguradas ao professor, para que seu fazer seja consciente, planejado e seguro, é o domínio do saber”(PRIETTO-2003). Tal domínio pode ser considerado como um dos fatores mais relevantes para a melhoria da qualidade do ensino brasileiro.  
 
De acordo com este pressuposto, a formação continuada é entendida como o primeiro passo para a implementação e implantação de qualquer programas de intervenção educacional.
 
Uma das alternativas  de qualificação dos educadores é a  utilização dos espaços de formação continuada, tanto na escola, quanto em encontros e cursos.

A formação continuada visa habilitar professores e profissionais que atuam na áreas da educação para compreender os processos de aprendizagem e os comportamentos característicos dos alunos com AH/S.

Acredita-se que, os professores, de posse das informações necessárias,  se transformem em multiplicadores, além de contribuírem significativamente para a identificação e o atendimento destes alunos.
Evidencio ser de suma importância a elaboração de uma proposta de atendimento que permita ser a porta de entrada para o início da caminhada do atendimento do sujeito com Altas habilidades/Superdotação.

Pois...

“(...) como poderemos medir a extensão de uma sonata que nunca foi escrita, de uma droga com poderes curativos que não foi descoberta ou da ausência de liderança política? As crianças superdotadas são parte substancial das diferenças entre o que somos e o que poderíamos ser enquanto sociedade.” ( VIRGOLIM-2005)

 

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Inclusão: Altas Habilidades


“A pessoa com altas habilidades/superdotação apresenta características próprias na sua interação com o mundo, representadas por uma forma peculiar de agir, questionar e organizar seus pensamentos e suas potencialidades, (...) destacando-se sempre de uma maneira original e criativa com a que resolve um problema ou situação, seja acadêmica, prática ou social.” (METTRAU-1995)


“Todos nós, adultos de hoje, somos responsáveis pelo futuro: pais, mestres e professores, homens públicos, escritores, artistas, cientistas, cidadão comum... a todos caberá uma parcela de culpa, se a geração que nos substituir na arena da vida tiver as mesmas imperfeições que a nossa, ou for pior que a nossa geração.” (Antipoff – 1946).



Fiquei muito feliz com o interesse das pessoas pelas Altas Habilidades, assunto do post passado. Hoje deixo apenas estas duas citações para pensarmos um pouquinho: Quem é realmente a criança/adolescente com altas habilidades? Como identificá-lo? Será que na minha escola/sala posso encontrá-lo? E o atendimento?

Quantas dúvidas!!

Aos poucos vamos aprendendo juntos.

Conto com o feedback de vcs.

A propósito deixo o link para acessar  a resolução do dia 2 de outubro de 2009, que institui diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.

Vale a pena dar uma olhadinha.
 Abraços!!










quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quando a escola é de vidro

Certa vez participando de uma formação pedagógica sobre inclusão foi utilizado esse texto de Ruth Rocha: Quando a escola é de vidro. E eu fiquei vários dias me questionando se nós, como educadores, também não estamos, nem que de forma inconciente, reproduzindo o que o texto aborda.
Penso que ainda tentamos educar de uma única maneira  pessoas totalmente diferentes.  Sei também que existem muitas iniciativas excelentes, que tentam não colocar nossos alunos em vidros iguais. O que vocês pensam sobre isso?
Coloquei o link acima para vocês acessarem ao site da autora, lá vocês encontrarão o texto na íntegra.
Gostaria muito que colocassem a opinião de vocês, aguardo os comentários.